Bursite trocantérica: TOC pode ser uma excelente opção
Bursite trocantérica: TOC pode ser uma excelente opção
Dor lateral no quadril e na coxa, com dificuldade para caminhar, pode sugerir uma bursite trocantérica. Trata-se da inflamação de uma ou mais bursas trocantéricas é conhecida como bursite trocantérica e é uma das mais comuns causas de dor no quadril, como explica o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
- A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocanter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Segundo ele, temos quatro bursas em cada quadril e elas funcionam como se fossem um saco vazio sobre as proeminências ósseas, o que facilita o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor, o que torna difícil para o paciente deitar sobre o lado afetado. A bursite trocantérica pode prejudicar o sono, trazer dificuldades no caminhar e, assim, reduzir a qualidade de vida do paciente – diz ele.
Segundo o médico do CREB, a doença pode ser causada por movimentos exagerados dos tendões efáscias sobre o trocânter maior. Há opções de tratamento que devem ser avaliadas caso a caso, com excelentes resultados. Podemos utilizar fisioterapia, hidroterapia e RPG e medicamentos. Também podemos indicar a Terapia por Ondas de Choque (TOC), um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição e evitando a cirurgia com cerca de 85% de sucesso.
- O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada – destaca o Dr. Bruno.
Artrose: 15 milhões de brasileiros são acometidos pela doença
Responsável pelo desgaste das cartilagens das articulações, a artrose está longe de ser uma doença exclusiva da terceira idade. Muito mais do que isso, apresenta números alarmantes no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde cerca de 15 milhões de pe...
Responsável pelo desgaste das cartilagens das articulações, a artrose está longe de ser uma doença exclusiva da terceira idade. Muito mais do que isso, apresenta números alarmantes no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde cerca de 15 milhões de pessoas são acometidos pela doença. O problema é tão sério que a artrose é, hoje, a terceira maior causa de afastamento do trabalho no país.
“A artrose é uma das doenças reumáticas mais comuns. Acomete homens e mulheres e é um erro pensar que acomete apenas pessoas da terceira idade. A doença incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. No início, ela pode não apresentar os sintomas característicos, entre os quais dor, diminuição dos movimentos, ruído na articulação, as chamadas crepitações, inchaços e até deformidades. Ao menor sinal de dor nas articulações, um médicos Reumatologista ou fisiatra deve ser procurado. Quanto mais cedo começarmos a tratar, melhor será o resultado”, explica o reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Tratamento da Artrose
Segundo ele, o tratamento traz alívio da dor, melhora da mobilidade e devolve a qualidade de vida perdida. Cada paciente terá um tratamento individualizado, que inclui medicamentos, exercício físico regular orientado e alimentação regrada. É importante acrescentar que modernamente utiliza-se medicação específica, que pode melhorar a dor, a mobilidade e evitar uma cirurgia. “No CREB, utilizamos protocolos que incluem a prática de pilates, RPG, acupuntura e hidroterapia, realizada em nossas piscinas aquecidas, específicas para esse fim. É cada vez maior o número de pessoas, na faixa dos 40 anos, que chegam no consultório com quadro de artrose. Não se pode pensar que é uma doença da terceira idade, porque definitivamente não é”, afirma o Dr. Sergio.
Espondilite anquilosante aparece principalmente por volta dos 25 anos
Artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia, os quadris e os ombros, a chamada espondilite anquilosante também pode atingir o intestino, os rins, os ossos, o coração, os vasos sanguíneos e os olh...
Artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia, os quadris e os ombros, a chamada espondilite anquilosante também pode atingir o intestino, os rins, os ossos, o coração, os vasos sanguíneos e os olhos. O Professor de Reumatologia da UFRJ e reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh, diz que a doença se caracteriza por dor constante, por mais de três meses, com rigidez nos locais doloridos.
A espondilite anquilosante atinge seis homens para cada mulher
– A dor crônica na coluna é o principal sintoma da espondilite anquilosante. Mas muitas vezes o paciente acha que é uma dor passageira, e opta pela automedicação. É fundamental que um especialista seja consultado, porque quando mais cedo se diagnóstica a doença, mais rapidamente poderemos curá-la – explica o Dr. Haim.
Segundo as estatísticas, a espondilite anquilosante atinge seis homens para cada mulher. O paciente deve ser encaminhado ao médico imediatamente se a dor crônica nas costas durar mais de três meses e se apresentar dor inflamatória (principalmente pela manhã), ressalta o médico do CREB.
– A espondilite anquilosante aparece principalmente por volta dos 25 anos de idade, mas apesar de pouco comum também pode acometer jovens antes dos 16 anos e pessoas com mais de 45 anos. As mulheres geralmente apresentam um quadro clínico mais leve – finaliza ele.
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